domingo, 28 de abril de 2013

Em um dia de chuva




Um Flash.
Foi então que não vi mais nada e me tornei surda.
Já não sabia se havia entrado ou saído.
E não era voz, nem pensamentos, nem sonho, era a pele que falava: “Nossa”.

Parecia enviado, como um presente.
Parecia sob medida, como que pedido pela minha alma.
E nada mais era visível.

Não poderia ser ignorado, posto que queima, incomoda, dói.
Era perto demais, inconstante, inesperado demais pra que eu pudesse absorver.
Tornou-me pública, me desnudou,

Não havia negação. Eu tentei...
Não havia para onde fugir. Como eu tentei...
E foi tão rápido que nem lembro o gosto que tinha,
Só que quase me matou de desejo, de vontade.
Quase me tornou cinzas.

E é surpreendente que eu não tenha enlouquecido escrevendo o resto da história, várias e várias vezes, mudando os finais...
Ora tentando me proteger de você, ora me misturando em ti, nos despedaçando, nos reconstruindo.
E esse tempo que não passa?

No fim do conto (e dessa confusão) só ficou a constatação de que eu nem deveria ter estado lá.




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Carpe Diem,Tempus fugit.