terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Poliamor



Hoje vi o curta Poliamor (Brasil, 2009).

Devo confessar meu espanto diante dos relatos. O documentário de José Agripino coloca em pauta a polêmica vida a três, a quatro, a cinco... enfim, as muitas possibilidades de amar.
Atenção: Poliamor não é igual a Poligamia.

Ele conseguiu ir respondendo às perguntas que me vinham à mente, como:
“Essa gente sente ciúme?”
“Existe um manual de como isso funciona?”
“É uma sacanagem completa?”

Acho bacana o quanto o Poliamor tem sido discutido, muita gente enlouquece, grita, esperneia criticando as pessoas que vivem isso, sem no entanto pensarem que a proposta não é convencer a sociedade que a monogamia deve ser abolida, mas sim mostrar que nós temos opções, não precisamos viver traindo e mentindo, não precisamos nos acorrentar a um parceiro a vida inteira se não estivermos felizes com isso.
É bom saber que há opções, é bom saber que há gente que pensa como a gente, que está disposto a vivenciar uma relação fora dos paradigmas.

É o que 50 tons de cinza fez, jogou o foco no sadomasoquismo de uma maneira única e agora muita gente liberou suas fantasias. Quem não gosta de sado continua sem gostar de sado (Ou não), outras tinham vergonha de admitir, de pedir, achavam errado, etc. O grande lance é que agora as pessoas falam sobre isso, se expressam e muitas procuraram outros parceiros para lhes proporcionar isso. Lógico que sempre haverá pessoas que abominam e ponto final.
Acredito que com o poliamor é a mesma coisa, existe, precisa deixar de ser tabu e se tornar um escolha de vida. Simples.

Acho a monogamia linda e romântica, mas convenhamos isso não é para todo mundo. E apesar de conhecer pouco, talvez o poliamor possa ser tão lindo e romântico quanto.
E um viva para as diferenças e oportunidades de ser feliz!
Bom filme: http://vimeo.com/23988620


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