sexta-feira, 4 de março de 2011

Estrada para o paraíso


Boa noite.
Boa pra quase tudo que você imaginar.
Tentador.
Excitante.
Fazer sexo proibido horas seguidas.

Estavam há 28 minutos em silencio.
- Sinto sua falta – Disse finalmente.
- Você sumiu – Ela falou sorrindo.
- Sempre estive aqui,você que achou que algum dia fui embora – Ele respondeu.
Ela pensou em muitas coisas em poucos segundos,desconcentrada, não conseguia desviar o olhar da boca dele, entregou-lhe uma taça com vinho.
Agora estavam de joelhos, frente a frente no tapete da sala, contemplavam-se, como que pedindo permissão para aproximar as mãos, o corpo, os lábios, como que pedindo perdão por qualquer coisa do passado e pelo que ia acontecer.
Ele se aproximou mais, e ela recuou instintivamente.
Implorou para que acabasse, sentia que seu coração ia parar...
Ele moveu-se bem devagar, ela olhou para o que deveria ser o céu, e em um movimento suave ele derramou o vinho na boca dela, demorou observando o caminho que o liquido fez até atingir a blusa, descer pela barriga e molhar o jeans, observou que as mãos dela tremiam um pouco, ela estava arrepiada, ofegante.
Ele respirou fundo, fechou os olhos, e murmurou em seu ouvido:
-Eu não vou te beijar.
Ela abriu os olhos.
Ele então encostou o rosto no dela, sentindo seu perfume misturado ao cheiro de vinho, a pele macia... Então lambeu seu queixo e percorreu o rastro da bebida.
Ela estava absorta, perdida, decidida a confiar sua alma e seu corpo a qualquer que fosse o desejo de seu algoz.
Ele derramou mais vinho no decote e bebeu em seu corpo.
Sentia-o percorrer seu corpo com a língua, gemia baixinho, até perder completamente a noção, inclinou-se com as mãos para trás,implorou para que ele continuasse, prendia a respiração alguns segundos, como se esse gesto a fizesse recobrar a consciência, como se assim ela pudesse morrer nos braços dele naqueles segundos.
Cravou as unhas no tapete, suplicou para que ele findasse seu sofrimento, e sentiu uma onda de prazer percorrer seu corpo, deixando-a exausta, caída chão encarando o homem que detinha todo poder sobre ela naquele momento.
Ele, ainda de joelhos, observava a garota totalmente entregue. Sentia-se tão poderoso,tal um deus seria diante do seu servo,e sem tirar os olhos dos olhos dela,sem abrir a calça jeans desceu a mão e começou a se tocar,ela se  moveu na ânsia de abrir o zíper dele,ele a empurrou,levantou,tirou a calça,sentou-se e se masturbando pediu que ela gozasse pra ele,sem se aproximar,sozinha,como fez tantas vezes na ausência dele.
Ela tirou o jeans, a calcinha, abriu as pernas, banhou os dedos no vinho, depois na boca e começou a se tocar. Chamava o nome dele, gemia sem nenhum pudor, gritava que queria chupá-lo, que queria o pau dele dentro dela, até gozar de novo, e de novo.
Ele a segurou com força, machucando sua cintura, agarrou seus cabelos e beijou-a demoradamente, um beijo molhado, cheio de paixão e realizou o desejo dela, ele sentia que ia enlouquecer. Levantou e a encostou na parede, metendo nela com força, ela sussurrou em seu ouvido:
- Eu quero anal...
Ele a virou de costas, e meteu devagar a segurando pelos quadris, enquanto ela se masturbava, ambos arfantes, dependentes um do outro... num ritmo frenético,impacientes,até quase se extinguirem nessa entrega.

Então, deitaram-se lado a lado, entorpecidos, trêmulos, não tendo nada que explicar, numa noite que não condiz com a razão, de tão estranha e absurda.
Entrelaçaram as mãos e se olharam, talvez para se certificar de que a aquilo foi real, que de fato naquela noite foram um do outro de uma maneira tão libertina e surreal que seria impossível pensar em repetir, num sentimento tão primitivo, que aqueles movimentos, aqueles beijos, não poderiam ser de mais ninguém.
Ela olhou, novamente, para o que deveria ser o céu...
E ali só via as paredes, testemunhas da sua enlutada prudência.