terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quem tem medo do lobo mal?


Assisto tudo mudar rápido demais.
As pessoas.
Os gostos.
Os hábitos.
Os desejos.
Estou feliz, mas também assustada por tantas vezes olhar-me no espelho sem saber quem está refletida.

As mudanças são mesmo inevitáveis? Quem se faz essa pergunta, sabe de cor a resposta, sabe que as mudanças são dolorosas, afastam algumas pessoas, trazem outras. Por que afinal, quem está próximo reflete também um pouco de quem sou, precisa da minha aprovação para andar do meu lado.

E as mudanças... Bem, elas que são as ondas nesse mar, aqui você pode escolher contemplar ou se aventurar... Assim sendo as mudanças raras vezes são obrigatórias, na verdade elas são escolhas, eu escolho ser do jeito que sou, estar onde estou. São hipócritas aqueles que gritam ao mundo que não conseguem mudar, conseguem sim, mas não querem.
Têm medo e preguiça de tentar. Apegam-se ao passado como se ele fosse perfeito.
Tenho respeito pelo passado, mas ele não move minhas ações.

Eu “era” feliz.
Ele “era” meu amigo.
Esse “era” meu lugar.
E o amor? Virou saudade.

O que aconteceu com o “é”?
No que se transformou o agora?

Sempre lamentando o que poderia ter sido.
Deixando os outros tomarem as decisões em seu lugar.
Morrendo de preguiça de tomar uma atitude diferente.
Tremendo de pavor só de pensar em ser responsável pela própria vida.
Não quero mais essas pessoas perto de mim.
Tenho repensado minhas relações, quero que meus amigos sejam bons, bons para si e bons para serem chamados de amigos.
São poucos, mas são bons. É isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Carpe Diem,Tempus fugit.