quarta-feira, 21 de julho de 2010

Roleta russa


E se eu fosse embora?
Quanta falta eu faria na sua vida?

O medo da resposta me consome de tal forma que não ousaria perguntar.
Nunca o fiz.
Cada perda é como morrer várias vezes. Alguém vai lembrar-se de você sempre. Ou não. Esse menino narciso não dá uma trégua.

O ciclo recomeça. A vida segue boa. E um dia qualquer alguém vai embora de novo, quase como se aquilo fosse destino,como se um Deus dissesse que você tem que aprender algo com aquilo. Pode até ser exagero, pode soar engraçado, e pode ter tanta gente que não tem ideia do que estou falando.

Bom, não importa... Dói tanto, que simplesmente prefiro que não me digam se farei falta.
E é claro que dói mais em mim, se você entender que sou um pássaro que desejou a vida inteira ser uma árvore.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O que mais você quer?

Há momentos como esse todos os dias:
Assustadores, em que estamos tão felizes, e tudo vai tão bem que se chega a duvidar...
E essa duvida nada mais é do que a impotência diante do que não se pode manter para sempre.

Por isso, eu que já achei que não merecia tanta felicidade, só espero o próximo instante se consumir em alegria, tristeza ou perfeição. O dia de amanhã não cabe a mim escrever, vivo um pouco do passado, sorrio agora amando o presente. Sem ansiedades, sem rótulos, sem o medo de ser feliz.

Todos nós merecemos isso, e vejo tanta gente perder segundos preciosos tentando arrumar motivos ou defeitos, usando a máxima “é bom demais pra ser verdade”, é bom demais uma porra, eu já passei momentos terríveis, mereço ter a certeza que isso é real, que é pra mim!

Mereço ver as horas passarem rápido demais, a euforia, e essa segurança absurda de saber que a tua boca guarda beijos tão doces.