segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amor ou paixão?




“Amar não consiste em se olhar um para o outro,mas em olhar para adiante juntos e na mesma direção.” Antoine de Saint-Exupéry


A paixão é cega,mas você não é. Olhe-se no espelho e veja que pessoa maravilhosa esta refletida nele. William Shakespeare dizia que “A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.” E eu concordo,mas o amor não é assim.O amor se apóia na compatibilidade; a paixão, na química e na aparência. Essa “dependência química” para guiá-lo na direção do amor é tola e perigosa. O verdadeiro amor inclui química, mas brota de outros fatores tais como: caráter, personalidade, emoções, idéias e atitudes. O amor cria segurança. O amor confia.. Ciúmes, entretanto, significam sentimentos de insegurança e auto-estima nada saudáveis. Os sentimentos de possessividade só atrapalham a relação, criam uma angustia tanto no inseguro quanto na pessoa amada,ambos se sentem algemados,e a paixão os deixam confusos,frequentemente se deparam na situação de não saber se querem aquela relação. Já sentiu isso?

O amor verdadeiro não funciona assim. O amor motiva um comportamento positivo; a paixão tem efeitos destrutivos. O amor é construtivo e manifesta o seu melhor. Ele provê nova energia, ambição e interesse na vida, estimula a criatividade, interesse em crescimento e desenvolvimento pessoal, e leva você a agir de forma digna. Gera auto-estima, confiança e segurança, e o impulsiona rumo ao sucesso. Você estuda mais, planeja mais efetivamente. A vida adquire propósito e significado adicionais. Você pode sonhar acordado, mas permanece ligado à realidade. O amor não é ciumento porque ali não há espaço pro ciúme,o amor confia porque não há nenhum motivo para desconfiar. O amor te faz bem. E essas são as grandes perguntas que você deve fazer a si mesmo(a): Essa relação está me fazendo bem? Me sinto completo? Tenho dignidade,espaço e liberdade?

A paixão tem efeito desorganizador. Você se sentirá confuso numa relação movida a paixão, se desenvolve em sonhos irreais que fazem você se esquecer das realidades da vida. O amor reconhece as falhas; a paixão as ignora. As faltas são admitidas, mas o respeito e admiração pelas boas qualidades se sobrepõem às más. Na paixão você idealiza a tal ponto, que se recusa a ver o mal que aquela pessoa te faz,perde o amor-próprio,identidade,passa por cima dos seus valores,vê a esmola que lhe é dada como tesouro,admira tanto três ou quatro qualidades, que chega a se enganar acreditando que essas possam sobrepor-se às faltas e agora é você que está se iludindo. O amor torna-o capaz de querer, a despeito de todas as faltas, mas não o cega em relação à realidade. Não lembre só dos momentos bons,lembre-se de TUDO.

O amor obtém a aprovação da família e amigos,lembre-se que em tudo na vida quem está de fora vê tudo mais claramente.Se os pais ou os amigos não aprovam, cuidado! Se eles estão convencidos de que você fez uma má escolha, estarão provavelmente corretos. Afinal,eles te amam e te conhecem,querem seu bem. Porque estariam contra uma relação que te faz feliz? Uma pesquisa mostrou que casais felizes enfrentam bem menos problemas com parentes e amigos. Imagine-se numa relação aonde todos os seus parentes e amigos ADORAM seu namorado(a),imagine as pessoas que você ama exigindo a presença dele...se imaginou eu não preciso dizer mais nada.

Todos os anos milhares de casais sobem ao altar; seus olhos estão radiantes de alegria, prometendo amor e fidelidade para sempre, não percebendo que cometem o maior erro de suas vidas. O que sucederá aos seus deslumbrados e persistentes olhares, às ternas promessas, aos beijos e sussurros de paixão?

Muitos não compreendem que ninguém fica “caidinho”. A decisão de amar é sua, de pensar a respeito, de investir tempo nisso e de possuir fortes sentimentos por alguém. Apaixonar-se é a parte mais fácil e divertida do amor. A parte difícil, o comprometimento de um amor incondicional à uma pessoa imperfeita, permanece. Quando você ama verdadeiramente alguém não se apossa do direito do outro de decidir qualquer coisa, nem fica com raiva quando repreendido. Quem ama não espera nada em troca, não se vinga, não deseja mal.

As vezes eu me pergunto se é amor mesmo o que eu sinto pelos meus amigos,pela minha família,pelo homem que beija minha boca...se eles decidissem que não me querem mais por perto se eu poderia amá-los incondicionalmente,se eu os deixaria ir...

O amor genuíno diz: “Eu o amarei mesmo quando você falhar em suprir as minhas necessidades, em me rejeitar ou ignorar, em comportar-se estupidamente, em fazer escolhas que eu não faria, em discordar de mim e me tratar injustamente. Apesar disso eu o amarei para sempre.”



Esse texto escrevi Inspirada no meu lado racional(Já que meu coração está livre da paixão),e numa conversa com dois amigos.