quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Sobre amores e o tempo I


Um temporal inundava a cidade.
Distante umas cinco quadras de casa, abrigou-se sob um toldo estreito, quando passou um carro e espirrou água nela... "Ótimo" pensa, completamente ensopada.
O mesmo carro torna a passar, dessa vez, parando na frente dela, ela já estava pronta pra xingar quando o vidro insulfilmado abaixa e ela o vê...
Ele a reconheceu imediatamente. Passou um tempo fora da cidade, mas não poderia jamais esquecer aquela garota com jeito de mulher que por tanto anos foi sua amiga.

Ela sorri, meio sem jeito.
E ele grita: -Entra no carro, namoradinha...
Passaram-se pelo menos seis anos desde que ele a viu pela ultima vez. Não poderia imaginar que a reencontraria. Ele a detalhou em poucos segundos: cabelos castanhos na cintura, seios medianos marcando a blusinha branca (agora molhada) que vestia, o sorriso iluminado. Seu corpo era todo proporcional. Não era o tipo de garota que parava o transito, mas pobre do homem que se deixava seduzir pelos seus olhos castanhos claros. Vestia uma saia longa e uma sandália rasteira, nada de maquiagem, exceto pelo gloss que brilhava em seus lábios. Os olhos eram como faróis e os cílios longos deixavam-na com um olhar muito sedutor.

Ela entrou no carro e não conseguia dizer uma palavra. A chuva caía incessantemente enquanto ele puxava assunto. Estavam a cinco quadras de casa, mas ele acabou tomando uma rua errada de propósito, queria pensar no que fazer.
Depois de tanto tempo ele já sabia bem o que sentiu ao revê-la.
Ela fingiu preocupação quando ele mencionou o erro, mas no fundo estava gostando. Embora fosse muito extrovertida limitava-se a olhar pra frente enquanto ele fazia perguntas, assim, meio brincando como se ela ainda fosse uma menina.

Ela decidiu que não poderia deixar que nada abalasse sua rotina, seus sentimentos, nada iria mexer com seu coração. Ajeitou-se no banco e sua perna ficou meio jogada de lado.
Quando ele trocou a marcha,suavemente tocou na coxa dela e pediu desculpas...
“Não tem problema” - Ela disse e então lhe lançou um olhar furtivo e cheio de expectativas.
Chegaram ao prédio dela.
Eles ficaram em silencio por algum tempo.
“Obrigada” – Ela disse – “Até algum dia, foi bom te ver”.
Ela saiu do carro. Bateu a porta com força.
Ele se sentia relutante. A via se distanciar, sentia um aperto no peito.

Desceu do carro, a chuva caía como pedras sobre ele.
Ela nem olhou pra trás quando fechou o portão que dava acesso ao condomínio.
As cenas passavam como flashs em sua mente. Ela era apenas uma garotinha quando pôs os olhos nele, lembrava-se.
Ele a via sumir enquanto comparava a menina e a mulher que caminhava lentamente na chuva ... Ela caminhava como se estivesse lavando a alma, com passos firmes e decididos, ele esperava que ela desse algum sinal para que se aproximasse.
Lembrava-se dos tempos de escola. Ele era o cara mais desejado em seu circulo social. Não porque era lindo, ou porque era extremamente sedutor... Mas porque ele sempre tratava a todos com aquele jeito Don Juan.
Caminhou em direção ao portão: “Lia!” – Gritou.
Ele não conseguia vê-la, nem sabia se ela o escutara. Encostou a cabeça nas grades, arrependido por tê-la deixado ir.
Novamente.
Do que ele tinha medo, afinal?
O que o fazia tão relutante?
Alguns minutos se passaram.
Sentiu o toque das mãos dela, levantou a cabeça e abraçou-a carinhosamente por entre as grades.
“Me deixa entrar” – ele sussurrou.
“Não.” – Ela respondeu.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Bala de menta


Hoje eu sou qualquer coisaPapel,bicho de pelúcia,telefone sem fio,tristeza,desamor,bala de menta,insegurança,canequinha de café,cartilha de ABC,pão com requeijão,palavras cruzadas...Hoje eu descobri que eu não sou ninguém.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Pede


Não consigo deixar de pensar em ti
E talvez isso explique minha loucura,
Meus ciúmes...
Meu desejo...
Minha ansiedade em te ver, em te ter, em te sentir...

Se você me pedir acredite que não vou negar,
Mas pede daquele jeito...Sussurrando enquanto brinco com a língua em ti...
E ouço teu gemido... A tua respiração ofegante...
Enquanto sinto teus toques inesperados...

A gente se olha e consegue ler o desejo um do outro,
Porem ficamos imóveis...Esperando...

Pede!

Diz meu nome, cala minha boca com um beijo...Dois...Três...
Me segura com força, me arranha até sangrar, me deixa marcas, me faz gritar...Gemer... me toma inteira: frente e verso...

Agarra o meu cabelo do jeito que só você sabe...
Beija meu pescoço e desce...Desce pelos meus seios...Minha barriga...Esfregando teu corpo lentamente... Até me ver em desespero...

Gosto de te provocar...
Olhar nos teus olhos...
Dominar...
Até sentir o teu orgasmo...


Se você me quer, vem buscar...



(Alice Sales)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Solidão a dois de noite

Hoje eu descobri que o amor sufoca,
doi,entristece,amarga,confunde
aborrece, tortura, comanda, contraria, decepciona,
desacata, denuncia, desgosta, desinteressa, desmoraliza, desorienta, despreza, detem, engana, entretem, humilha, desiguala, iludi,
ludibria, magoa, obriga, desorienta, prejudica, castiga, desconhece, repreende, desrespeita, responsabiliza, trai, transtorna, ultraja, ultrapassa, visita, vitima
principalmente sufoca.
*
Já não tenho certeza se isso é amor.
*
*

Ontem minha janela ficou aberta e entrou um vento frio,

acho que levou todo amor que tinha em mim.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

Eu amo VOAR!


"Gosto dos venenos mais lentos,
Do café mais amargo,
Das idéias mais loucas,
Dos pensamentos mais complexos,
Dos sentimentos mais fortes!
Você pode ate me empurrar de um penhasco...
Que eu vou dizer: eu amo VOAR!”
(CLARICE LISPECTOR)

sábado, 19 de julho de 2008

Alice Sales


Hoje eu quero tudo que me traz medoEscutar velhas canções
Enfrentar meus fantasmas
Meus maiores medos!
Fumar um gudang sozinha
Beber um gole de rum
Chorar...

Pra eu saber que tudo isso esta em mim,mas não é tudo que eu sou.Eu estou errada,mas não vou morrer por isso.
É verdade,hoje foi quase.
Quase.
Aconteceu tudo de uma vez e quando eu achei que não ia agüentar me vi aqui ainda e melhor do que estava antes.

Voce esta enganada,eu gosto de ouvir a verdadePosso não fazer tudo do seu jeito.Devo pedir perdão?

Eu sou atriz,escritora,enfermeira, e mulher
Tenho amigos,opiniões, estou livre de qualquer preconceito e rótulo.
Meu nome é Alice Sales e não Maria Alice.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Falar ou não falar,eis a questão.


Por que precisamos tanto das palavras?
Elas te dão segurança,
mas no fundo não servem para nada.
Um sem fim de significados.
Sabe aquela noite em que tudo o que acontece é em função do que se quer dizer e do que se quer ouvir?
Uma noite maravilhosa...abraços e beijos de amor não são suficientes,ela precisa ouvir,precisa que você diga alguma coisa,mas você acha que seus atos já provam o suficiente. A noite está acabando e ela ainda espera pelas palavras,você quer dizer,mas não sabe como e já passou o dia inteiro ensaiando,pensou no momento e criou expectativas quanto a reação dela,até que vocês se abraçam e você,sem olha-la nos olhos, diz: Eu te amo.

Que diabos vem a ser eu te amo?
Eu te tenho amor,meu amor é seu,eu ,amor, estou aqui...
Não sei, parece complicado e pouco confiável,
Fico impressionada como tudo muda por causa dessas “palavras mágicas”.
E tudo muda com o que é dito depois delas,então escolha com cuidado as palavras (olha elas aí de novo).

Se eu fosse chutar diria que isso acontece por causa da banalização das palavras.
A gente fala demais,acorda falando,passa o dia todo falando e ainda tem gente que dorme falando,aí as pessoas ficam sem assunto e começam a falar coisas pra “preencher” aquele vazio, como “eu te amo amor...ah!não esquece de levar o cachorro pra tosa.” E elas bagunçam tudo e fazem pessoas como eu ter que participar dos seus jogos de “vamos dizer tudo o tempo todo.” Todo mundo anda achando que é melhor dizer eu te amo no lugar de bom dia,porra é essa?
Será amor demais no mundo ou hipocrisia demais? Eu marquei a opção dois,o que me interessa são os atos e não palavras que qualquer brisa pode levar.

E o preconceito? Essa manhã eu fui tomar café na padaria,o atendente ficou sorrindo pra mim,e seu olhar dizia: diga alguma coisa,eu preciso ser amado! Então eu falei: Bom dia, um café e duas rosquinhas com canela. Vi a expressão de ódio naquele infeliz,eu pensei em correr,mas fiquei firme e forte. O atendente disse: “não tem mais rosquinha senhora.” Peguei meu café e já ia saindo quando chegou uma senhora e disse: “Bom dia, como vai você? Jesus te ama amado, e eu tambem!” e o atendente achou cinco rosquinhas de canela pra ela. Me entende? Estou sendo punida por não amar tanto quanto Jesus e essa maldita senhora amam.

Um exemplo de como uma palavra muda sua vida (e sua mente,quando você não surta):
Fica: Relação em que há beijo na boca,sem compromisso
Namorada (o): Relação em que se beija na boca regularmente
Esposa (marido): Relação em que não se beija na boca quase nunca.
As palavras mudam os relacionamentos o tempo todo.

Tudo o que eu quero é a leveza de um simples fica,a paixão dos namorados e o comprometimento dos casados.
Não preciso de uma palavra para ser feliz,pra me dar segurança nenhuma.
Isso é uma mera ilusão.
Eu sou o que sou sob qualquer circunstância, nenhuma palavra pode me definir ou me censurar.

Mesmo assim diz pra mim de novo: Meu amor, Eu te amo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sawabona Shikoba


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar e felicidade.A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características,seus hobbies,seus divertimentos para se amalgamar ao projeto masculino e ao conceito da sociedade. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.


A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.

Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Nem sempre o nosso parceiro age do jeito que agiríamos na mesma situação. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo,e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.

Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
(Autor desconhecido)

Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer:“Eu Te respeito, eu te Valorizo,
você é importante pra mim”.
Em resposta as pessoas dizem
SHIKOBA que é:
“Então eu existo pra você”

terça-feira, 15 de julho de 2008

Desambiguação


Ele abriu os olhos, demorou a reconhecer o ambiente.
Sentou-se no sofá tentando assimilar a noite passada, passou as mãos no rosto, parou um instante fitando um porta-retrato dela em cima da mesinha.
Não tinha certeza do que estava sentindo.
Os beijos dela eram cheios de paz, de ternura, de amor.
Sentia-se um cafajeste.
Lembrou-se do problema que o levara até ali na noite anterior, naquele momento estava triste por algumas decisões erradas que havia tomado no decorrer da vida e pelos atos impensados daquela noite.
Tudo que sabia era o que havia sentido.
Tudo que ele viu naquela noite foi uma menina sexy, não conseguiu enxergar a amiga.
E agora nada mais importava, só cheiro doce que vinha da pele dela.
Isso no passado, na madrugada.
Levantou-se e segurou o porta retrato.
Era manhã de domingo, presente.
Ele achava que não estava sendo o melhor que poderia ser, que fracassara em todos os aspectos da vida, que deveria decidir o que realmente queria, assumindo as conseqüências. Sem medo de errar.
Porem lutava com sua consciência: não via futuro naquilo. Ele conhecia bem a personalidade dela. Ele queria alguém que voasse mais baixo.
Se punia por pensar assim. Ele tinha medo de arriscar, não se sentia seguro.
Sentiu raiva dela.
Voltou a senta-se no sofá, sua angustia aumentava enquanto revia tudo que havia acontecido. Pensava: “Como posso desfazer tudo isso? Como posso deixar de sentir?”.


Levantou-se e estava certo da decisão que iria tomar: “Vamos ser amigos... a gente esquece... todo mundo esquece. Assim que ela acordar vou agir naturalmente...
Eu não sei como vou agir”.
De repente ele sentiu uma vertigem, não sabia como iria olhar pra ela, em que tom devia falar, se devia tocar no assunto, se devia falar no que ainda sentia pela namorada.
Resolveu relaxar: “Ela é diferente das outras, aposto que nada disso vai abalar nossa amizade”.
Sentou-se no sofá.

Ela abriu a porta do quarto lentamente.
Ele não estava mais lá.
Respirou aliviada porque teria mais tempo pra pensar no que dizer, pra ensaiar expressões de indiferença.

Deixou seu corpo escorregar até o chão.
Precisava encontrá-lo. Explicar-se.
Chorou.
Estremecia apenas ao lembrar daquela noite...Sua respiração ofegante, o jeito como ele puxou seu cabelo e beijou sua boca.
Seu olhar provocante...
O beijo...o gosto de licor de menta.
1,2,3 orgasmos.


Paixão?
Não ousaria repetir isso nem diante do espelho.

Mais uma semana acabou.

Ontem choveu.
Outra semana.
Ela não sabia o que pensar, só sabia que ele havia voltado com a namorada. Não esperava outra noite de amor, apenas uma explicação, qualquer palavra que provasse que ele tinha alguma consideração por ela e pelo que tinha acontecido. Qualquer beijo de despedida.
...


Ela levantou cedo. Sentia-se muito mal.
Naquele dia ela recebeu um abraço, vindo de braços que não eram os que ela realmente desejava, mas que mesmo assim a salvou.
Os dias que se seguiram foram estranhos, procurando em outra boca os beijos dele, ora se punindo por ter-se deixado envolver, ora achando que ele era um covarde.

E como essa é uma historia de encontros, desencontros, interesses e decepções tem fim, ela acaba em um envelope com um anel de prata e uma carta, que não é nem de amor, nem de ódio, apenas um desabafo:

Estou devolvendo o seu anel, minhas mãos não suportam mais o peso dele,
Devolvendo suas belas palavras.
Devolvendo seus beijos, seu cheiro que estava impregnado na minha roupa.
Devolvendo suas risadas que ficaram ecoando na minha casa
Devolvendo as músicas que me lembram você
E todas as coisas que me levaram a acreditar que um dia você poderia ficar comigo.

Por favor, se der poderia devolver meu coração?


A insensatez já não mora aqui. Mudou-se.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Fim de noite


Eu não acreditava que um dia ruim podia ser salvo.
Eu sempre enganada...

Em qualquer fim de noite voce encontra um alguém
Que sabe exatamente o que dizer.
Belas palavras e
o sorriso mais bonito que pode ser visto.
*
*
Boa noite.
De verdade.
*
Ou não. (sorriso)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Antes que a morte nos separe


Antes que a morte nos separe eu quero estar inteira com você
Quero me ver refletida nos seus olhos
Quero passar mal de saudade
E quase morrer ao te encontrar
Rir sozinha só por estar ao seu lado
Chorar de alegria
Quero olhar a lua acima de nós e te beijar a noite inteira

Porque o que me atrai em você não tem nome
Mas é muito simples...

É o seu cheiro
Nossas risadas e conversas
Nosso jeito de fazer amor...
Nós temos bem mais em comum do que você quer acreditar
Nada é igual a como quando você me beijou pela primeira vez...
Estamos alem.
Eu não preciso de muita coisa eu só preciso existir na sua vida.
Não me importo de se estou dando mais do que tenho pra receber
O importante é que esse é o melhor de mim.

Eu espero que nunca amanheça...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Eu existo pra você?



Do alto de um abismo vejo o mar.
- Se eu pular vou morrer?
- Não. Eu nunca ia deixar você se machucar.
- Não acredito, os super heróis nunca ficam com a mocinha no final, sabia?
- Estou com você agora não estou?
- Eu sei...Só não sei por quanto tempo.
- O céu está lindo...Quando estou com você o sol brilha mais. Tenho até medo de olhar. Li em algum lugar que caso o ritmo de expansão depois do Big Bang fosse uma fração de milésimo de segundo mais lento nosso planeta teria se cozinhado nas vizinhanças do sol, e hoje seria apenas uma pedra tórrida circulando o astro.
- Foi sorte grande.
- Uma fração de milésimo de segundo!
- Muita coisa pode acontecer nesse tempo, não é?

- Sawabona Superman...
- Então eu existo pra você...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Seis meses

Acordei com o cheiro de café que vinha da cozinha e um calor nas mãos.
Um sorrisinho nasceu no canto da minha boca,
Quase que agradecendo por você existir,
Mas não era gratidão, era alegria.
Alegria por saber que você estaria sentada na porta de casa esperando um beijo meu,
Que eu iria escutar de novo: “vai com Deus minha filha...”.
Eu já fiz um esforço imenso, mas não consigo lembrar o resto da oração...
Eu só lembro que você dizia meu nome, mas nem mesmo da sua voz eu me recordo.

Nunca mais consegui beber um gole de café,
Nem cantar aquela canção maluca que te fazia rir
Eu nunca me sentia sozinha, nem dormia com fome.
“Colininha, você me abandonou?”.
“Me desculpe belzinha, eu prometo que eu vou aí amanha”.

Infelizmente o amanha pode não vir, e quando eu cheguei você não estava mais lá me esperando.
Não consigo mais me sentar na cadeirinha de balanço, mas ela continua na porta de casa.


...Abandonei não vó, foi você que foi embora, assim de repente, levando consigo todas as lembranças da minha infância...

Alice Sales

sábado, 14 de junho de 2008

Guerra Fria




Uma guerra silenciosa.
Nela nós temos medo de sofrer e combatemos com todas as armas até declarar rendição total, ou a vitória absoluta sobre nosso adversário: o amor.
Ninguém admite mais que esteja apaixonado, porque se você fala sabe que alguém vai usar isso contra você.
Infelizmente é assim.
Raras vezes quem vence cuida bem da sua conquista.
Não há medidores, não há em quem confiar.
Somente o medo.
Então continuamos com nossa armadura.

Ela pára. Olha suas cicatrizes e sorri. Hoje eu venci, pensa.

***

Acabou meus 15 dias...

É...Eu sei, pelo jeito você vai ter que ficar mais uma semana.
Pois é...
Mas vou mudar.

Suas poesias são tão tristes, esta apaixonada?

Estou não, andei meio chateada por causa de uma pessoa, mas... Mas já passou.
Às vezes sinto que você está comigo e fica meio longe.

Não, eu não estou apaixonada.
Quando estou com você, estou com você.

Pode ser paranóia minha.

Eu gosto de ficar com você, mas às vezes me distancio mesmo.
Então acertei, deve ser seu jeito mesmo.

É o meu jeito, eu tenho medo de me envolver.
Assim fica difícil.

Já disse pra você não gosto de mentiras, e não minto.
Porque você não tira férias fora da caixa de vidro?

Já não me entrego como antes.
Existe diferença de pessoa pra pessoa, todos nós somos diferentes.

É o que conta a historia, mas não é verdade.
Já que estamos sendo sinceros...
Eu tenho um problema pra gostar.
Faz um tempo que eu não sei o que é gostar de verdade
Já faz muito tempo que não gosto de ninguém
Não sei... Só acho que eu queria falar isso pra ti...

Sei.
Não sei se vou conseguir gostar de ti.
Talvez fosse isso que eu queria falar.

Então estamos junto nessa.
Não é do meu tipo me apaixonar.

Que bom.

Você também não se apaixona?

Não, não mais.

Isso é engraçado, porque eu pensava que só eu tinha isso.
Eu não gosto de ser assim.

Ainda estou colando os pedaços da minha ultima dor

Você ainda gosta dessa pessoa?

Não, eu o odeio. Mas existe uma linha muito tênue entre amor e ódio.
Em outras palavras você gosta.

(Risos)
Não, cansei de chorar.
Não gosto mesmo.
Tanto é que estou com você
Se eu gostasse dele eu não ficaria com mais ninguém, porque não sentiria vontade.


Isso faz algum sentido

Eu sou assim.

Essas conversas são sempre chatas de ter.

Eu não acho, gosto muito de falar sobre isso.
Tenho pouca conversa sobre amor...
Meus amigos dizem que eu não presto por não gostar de ninguém.

Encontrou uma menina do seu jeito.

Vamos ver se é do meu jeito mesmo.

Isso é um desafio ou uma advertência?
Vamos ver se é do meu jeito mesmo...Não é um desafio, nem uma advertência.

Cuidado, que você pode acabar com o coração partido, minhas amigas também dizem que eu não presto.
Cuidado você, você esta de frente para um espelho.
Cancerianos...

Você não vai conseguir partir meu coração, ele já esta partido.
É, mas posso fazer pior, posso colar ele e partir de novo.

Agradeço pela ajuda,muito gentil da sua parte.


Volta
Volta

Eu gosto de desafios
E sempre ganho


Você não pode falar isso
Eu também gosto de desafios
Cada dia que passa você me parece mais atraente, pelo seu jeito.

Cada dia que passa eu gosto mais de você

Também.
Você alem de ser sincera, não é nada sutil.
Isso torna as coisas mais verdadeiras.
Vou mostra que eu com mais um pouco de tempo lhe conheço por inteiro

Cuidado.

Isso é um desafio?

Isso é uma advertência.

Não sigo regras.

Então tomara que você tenha muita cola em casa pra colar os pedaços...

De que? Do teu coração quando eu destruir ele?

Ou não...

Taí! Gostei!
Vamos ficar nos provocando ate quando?

Não sei, até você se render.

Eu me render?
Uma coisa que eu não faço.

Ok.

Vamos ver.
Agora me diz uma coisa, tudo da gente vai ser desafio, é?

Vai não bobo...Enquanto ninguém estiver apaixonado a gente vai dar certo, a gente foi feito um pro outro.
Estou sentindo alguém se apaixonar

Você.

Eu ou você?

Você.

(Trégua)

Esta fazendo o que agora?

Estou cantando.
Ok.

Sabia que eu apoiei a mão no rosto e senti seu cheiro?
Eu não queria que você tivesse ido embora...

Eu sabia que você estava apaixonada por mim.
Eu venci.

É, você ganhou. Parabéns.


******
******
Imagem por: Diogo Oliveira

terça-feira, 10 de junho de 2008

O que vai ficar

*
Que frutos você pretende deixar?
*

*
Escrever um livro
Ter filhos
Plantar uma árvore
*
*
Eu quero saber que nada foi em vão
A felicidade está em tantos lugares e momentos
no beijo de despedida
em um abraço sincero
na ligação dos amigos quando você está doente
em um simples tubinho de mocinha chocolate...
Sinto meu peito apertar
uma vontade de rir e chorar ao mesmo tempo
Acho que não cabe mais tanto amor em mim
***
*
*
*
Lorena,Felipe,Larissa e Renata
Eu amo vocês,
não só porque vocês cuidam de mim,
mas porque eu nunca choro sozinha,
nem passa um dia sequer que eu não queira rir com vocês.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sobre luzes, sons e fantasmas



Que chuva é essa?
São 2:33 am
Quase te mandei uma mensagem. Eu sei que não pode.
Sabia que eu tenho medo de trovão?Perdi o sono.
Acho que foi o susto.
Olha...
Parei pra ouvir...
Lindo...Não quero mais esquecer
Primeiro a luz, depois o som que ecoa como uma onda quebrando, já tinha reparado nisso?
Reparei agora.
Eu já tinha lembrado de você, nem precisávamos falar em ondas, mas agora essa tempestade é o seu retrato.
A adrenalina ainda esta no meu corpo.
Me dá um abraço?
Silencio.

Agora cai uma chuvinha fraca.
Acabou.
Acho que foi um sonho

Vai ver que nem choveu essa noite...

Passo a mão ao meu lado na cama
É...
Você não está lá.

São 3:06 am.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Compaixão


Sim.
Meu blog fala de amor.
O amor que está em todos os lugares,as pessoas cantam o amor,vivem,dizem estar apaixonadas...enfim,amor.
E o amor ao próximo?
Eu sei que parece meio démodé,que todas as igrejas falam disso e que ninguém agüenta mais.
Então porque ninguém pratica?
Está faltando nas pessoas uma coisinha chamada compaixão.
Definição:
A muito tempo atrás minha mãe me disse que compaixão era a gente se colocar no lugar do outro. Bom,também é.
Para ser mais formal: Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia. A compaixão freqüentemente combina-se a vontade de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia por outra pessoa. A compaixão é freqüentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.
Ficou fácil.
Porque ninguem pratica?
Alguns exemplos:
1.Há dois dias eu cai no meio da pista,a parada de onibus estava lotada,ninguem veio me ajudar a levantar. PQP,que raiva quando eu lembro.
2.A minha amiga estava no trabalho passando mal,ligou pra irmã e pediu pra ela ir buscar ela de carro,a irmã dela não foi porque estava no computador baixando os videos do youtube.
3.Hoje eu estava voltando pra casa dentro da topic e vi um cara,talvez ele estivesse bebado,estava fazendo uma fogueira e assando um peixe (ou o que parecia ser um peixe),todo mundo olhava como se ele fosse uma atração de circo,o cara pediu um real que ninguém deu porque disseram que ele ia beber! CARALHO!! O cara estava no meio da rua assando um monte de espinhos pra comer,o que tinha se ele fosse beber? Eu tambem beberia. Eu beberia e fumaria se alguem me desse um real, pra esquecer um pouco que eu estava na rua,com frio comendo peixe com areia.
4.Ontem eu estava ardendo em febre e pedi pra minha tia descer pra comprar um tylenol pra mim,na farmacia embaixo da gente! Ela falou: eu não,vai lá!
5. Meu ex namorado me ligou puto,disse o que queria e o que não queria também. Eu escutei tudo,se ele se sente melhor assim,não posso dizer a mesma coisa. Mas como diz o velho ditado,quem diz o que quer escuta o que não quer. E se passa também.
E ainda se expõe ao risco de me deixa fula da vida e me fazer postar isso no blog.
6.Teve uma menina que pisou no meu pé de salto e não pediu desculpas. Me desculpe senhor,me perdoe por ter empurrado ela!
Hoje eu to com o diabo mesmo.

São pequenas e grandes coisas.
Alguem aqui fez catecismo,se batizou,teve familia?
Responda algumas questões?
Voce gosta de ser enganado?
Gosta que riam de voce?
Que esqueçam do seu aniversário?

Falo das pequenas coisas mesmo,desde lembrar de encher o copo de alguem que come com voce na mesa,a dar bom dia,de pedir licença,de se importar com os sentimentos dos outros,de tirar as roupas velhas que voce não usa,de doar sangue!
Se voce se policiar um pouquinho pra não jogar lixo na rua tambem ajuda!

Voce sabia que o HEMOCE está passando por uma crise muito séria,que tem gente morrendo porque NÃO tem sangue pra transfusão?
Porque voce não pode sair de casa a cada seis meses pra passar 30 minutos lá e ajudar alguem!! Porque voce tem medo de agulha!!!!!

Eu tambem tenho porra!!!!
A cada seis meses eu entro naquela droga de sala suando frio,com medo daquela agulha,mas quando eu saio de lá eu sei que alguem vai estar bem porque eu deixei de ser egoista por meia hora,porque eu tirei um tempo da minha hora de almoço pra dar um tantinho de sangue que não vai me fazer falta.
Eu to gritando,é?
Tá bom,desculpa.
Vou tentar novamente:
Gente,por favor vamos doar sangue,tem muita gente precisando,um dia pode ser você. (frase de enfermeira,com aquela vozinha doce e aquele quepe idiota na cabeça)


Proponho um acordo,toda vez que olharmos alguma situação,antes de julgar ou agir vamos nos colocar no lugar da outra pessoa,um minuto só.
Eu sei que não é facil,mas se voce conseguir fazer isso duas vezes por dia muita coisa vai mudar.
Não dá pra fazer tudo,mas dá pra fazer sua parte.

Eu tento. Me dá a mão?

terça-feira, 3 de junho de 2008

Acredite...existe sim.


Não há luz do sol quando ela vai embora
Não é quente quando ela está longe
Não há luz do sol quando ela vai embora

E ela sempre está muito longe
(Ain't No Sunshine)
*
*
*
Será que é real?
Qualquer coisa me deixa boba e eu tenho vontade de te dar o céu.
Eu sempre cheia de perguntas para as quais nem quero a resposta
A gente sempre sabe quando é real.
Não sabe?
A gente passa a vida inteira idealizando uma criatura!
Eu adolescente dizia: "Quero um menino lindo, gentil e fiel"
Você cresce e continua idealizando...
Ouvindo o tempo todo que ninguém é perfeito
que aquele cara não existe
Meus Deus! É verdade?
*
Lindo,gentil,fiel,romântico,sensível,educado
inteligente, lê livros, revistas e jornais
Gosta de filmes e teatro
Seu corpo tem todas as curvas no lugar
Independente, gosta de viajar, de música, pratica esportes
Cozinha e é bem humorado
honesto,simpático e não-fumante
Adora animais,crianças,se veste bem e escreve
Quando a mão dele te toca você sorri e agradece a Deus!
Ufa... fala sério!
Meu príncipe encantado dos diários de adolescente.
*
E o mais engraçado é que de tanto idealizar um dia a gente encontra uma criatura daquele jeitinho.
Pois é...
Se essa pessoa tem defeitos?
tem sim,mas a gente não liga pra eles.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Identidade de Brasilia


Ser de Brasília...
-Você se sente confortável com a umidade de 10%.
-Você conhece os ministros e deputados como "O pai daquele cara da faculdade"
-Ao dirigir, você fica meio paranóico com os limites de velocidade.
-Você, de fato, pára o carro na faixa de pedestres.
-Você acha normal um PM a cada cruzamento e cruzar com uma viaturada PM a cada 500 metros.

- Você tem medo de jogar lixo pela janela do carro.
- Ouve dizer "é bem pertinho" e pensa tranqüilamente em 50 km.
- Você sabe do que estão falando quando perguntam "conhece alguém da cinco"?
- Todo fim-de-semana tem um churrasco.
- Você se sente à vontade com endereços em coordenadas cartesianas.
- Sabe que se for a um endereço nas 300, 100 e 200 irá a um apartamentobom; na 400 terá que subir escadas; na 700 vai ter de procurar vagas nas calçadas das casas e que, se for ao Sudoeste, corre o risco deque a quadra ainda não esteja asfaltada!
- Quando começam as chuvas você escuta “esse ano vai chovercomo nunca”.
-Quando param a chuvas você escuta "esse ano a seca vai ser braba".
- Você chama os amigos de seus pais de "tio" e "tia".
- Você vê alguém fazer barbeiragem no trânsito e diz "Só pode ser goiano"
- Acha que de mar o nosso céu não tem nada, e na primeira oportunidade dá uma escapada para praia.
-Odeia quando chegam os seus parentes querendo conhecer a torre e esplanada.
- Você reclama para o amigo: "Não tem nada para fazer nessa cidade.." Mas fica indignado quando alguém de fora reclama que em Brasília não tem nada para fazer.
- Você reluta, reclama e acaba indo comer pizza no Primo Piatto.
- Sabe, perfeitamente, o que significa quando alguém diz "Eu moro no Lago"
- Quando vai a outra cidade fica indignado e não entende por que construíram ruas tão estreitas com tanto cruzamento.
- Vê crianças gostarem tanto de descer para brincar "debaixo do bloco"
- Pelo menos cinco pessoas que você conhece fazem Direito.
- Fica chateado quando te perguntam se já viu o presidente.
-Você vê o dia começar friozinho; acha perfeitamente normal queàs 11hs esteja fazendo um calor de rachar; à tarde esteja muito,muito quente e seco; à noite, frio novamente ou até mesmo desabando um temporal; isto, além de a chuva ter iniciado e parado cinco vezes durante o dia ou à tarde.
- Você não tem a menor noção do que seja uma esquina deparalelepípedos.
- Você acha que casa com piscina é a coisa mais normal do mundo.
- Até hoje chama o mercado Pão-de-Açúcar de "Jumbo"
- Você sabe que "Ir ao Gilberto" não quer dizer visitar alguém.
- Sabe que Samambaia não é uma planta !
- Você diz "Vou ao Shopping" sabendo que isso só pode significar ir ao Parkshopping, se não, diria "Vou ao Pátio" ou "Vou ao Alameda”.
- Sabe que se for ao shopping Píer 21, você não vai lá pra fazer compras.
- Sabe que uma boate da moda não dura mais do que três meses.
- Você, estudante, geralmente sai do colégio na sexta, vai pro Pátio, dorme na casa de um amigo e, no sábado à noite vai pro Píer ... Domingo é em casa!
- Já passou um carnaval ou feriado em Caldas Novas.
- Morre de rir, ou de raiva, nas vésperas de feriados, quando te dizem "o último que sair (da cidade) apaga a luz”.
- Sempre que viaja é perguntado a qual gangue você pertence, e se vc já queimou algum índio.
- Vai a churrascos onde o traje básico das meninas é jeans,sandália de salto alto e bolsa da Louis Vuiton;Biquíni nem pensar...
- Conhece, no mínimo, 10 pessoas que nunca foram ao Rio deJaneiro e têm mais sotaque que o pessoal de lá.
- Sabe que pra ir à padaria você leva, pelo menos, 10 minutos pra se arrumar.
- Sabe que as 3 gírias da cidade são: Véi, Tipo e Cara.

Se você concordou com a metade deste texto, você realmente é de Brasília....
É... Quem disse que Brasília não possui sua identidade?




Autor desconhecido

domingo, 1 de junho de 2008

Insensatez


Madrugada de sábado. Escutei batidas na porta enquanto assistia um filme tomando um drinque e fumando.
“Quem será?"
"Ok, mereço, deveria estar aproveitando meu fim de semana, me divertindo com as amigas, beijando algum menino lindo e bobo, mas estou em casa.”.


Levantei do sofá me espreguiçando. Estava de bom humor. 
Olhei através do olho mágico e abri a porta.
Era ele, meio triste, perdido e molhado pela chuvinha fina que caía. Entrava uma brisa pela janela, bem gelada e que conseguia arrepiar a gente.
Ele ficou uns dois minutos parado na minha frente sem falar nada, eu não quis perguntar por causa do ar pesado que se instalou.


Até que ele quebrou o silencio: 
- “Ela me deixou.”.
Eu mal podia acreditar que ele veio na minha casa duas da manhã porque estava sendo abandonado. Sim, éramos amigos, mas não sei o deu em mim, aquilo me deixou chateada e ao mesmo tempo senti algo que sumiu antes mesmo que eu pudesse definir.
Precisei respirar fundo, disse pra mim mesma: “Calma... Já estava acordada mesmo.”.
Abracei-o. Sentir seu corpo me deixou confusa, sua mão gelada me arrepiou quando tocou meu ombro, seu perfume me invadiu,era um cheiro bom, envolvente, inebriante. Meu rosto encostou-se em seu peito, pressionei a cintura dele... Isso durou apenas alguns segundos até eu voltar à realidade. 


O que estava acontecendo comigo? Eu nunca senti isso, não com ele.
Afastei-me e meio atordoada falei:
“Como? Ela te deixou?” – Fiquei em silencio alguns segundos – “Eu sei do que você precisa: Dormir. Amanha conversamos sobre o que aconteceu.Você vai estar melhor,mais descansado e de cabeça fria”.
Não sei por que disse aquilo, talvez ele precisasse conversar e não dormir, mas algo estava errado comigo, então achei que aquela era a melhor decisão, depois, pela manhã, poderia dar atenção a ele, ouviria seus problemas, o consolaria e o ajudaria a voltar com a garota.
Geralmente ele ouvia meus conselhos, brincava me chamando de sua psicóloga e atendia aos meus pedidos.


O fiz sentar no sofá, tirei sua camisa deixando aquela brisa tocar seu corpo... Perfumado, macio, cheio de curvas definidas. Novamente me puni por pensar aquilo. Ele estava deprimido jogado em meu sofá e eu detalhava seu físico. Definitivamente, havia algo errado. Aproveitei aquele momento de insensatez e fiquei admirando meu jovem amigo em desespero.
“Vou pegar uma toalha,você vai tomar um banho.” – Falei.
Ele entrou no banheiro e respirei aliviada porque a tentação estava longe dos meus olhos. Eu não costumava ser imprudente, tentava pensar nas consequências dos meus atos, me sentia péssima por desejá-lo.
“Deve ser a solidão, a vodka, a beleza dele, a hora, o clima ou eu estava ficando louca de vez. Acho que preciso de sexo, mas não com ele! E não nessa situação... ou melhor, em situação nenhuma podemos fazer sexo, que pensamento...”.
Antes que eu me movesse ele voltou, enrolado na toalha. A verdade é que depois de tantos anos éramos muito íntimos, eu o recepcionei com uma blusinha branca de algodão e uma calcinha daquelas que parecem shortinho, mas naquele momento toda essa intimidade era péssima. 

Enrolei-me num lençol, murmurei:
“Que droga, devia ter ido dormir. É... Vou fazer um chocolate quente pra você. Tenta relaxar.”
Foi o chocolate quente mais longo da minha vida, ele tomava bem devagar, fitava o nada. Enquanto que eu rezava pra acabar logo, ir dormir e esquecer essas bobagens. “Vai acabar logo... toma chocolate, dá um beijo, dá um lençol e um travesseiro pra ele e se tranca no quarto.”
Esse plano parecia ótimo.

Ele deitou na minha perna.
Meus olhos esquadrinhavam cada centímetro do corpo dele, até chegar à toalha... Quis que a toalha caísse... assim sem querer... Depois repreendi esse pensamento, apelei pro meu bom senso. Levantei delicadamente, recolhi as canecas e dei um beijo no rosto dele. Um beijo demorado, sentido, cheio de carinho. Ele sussurrou algo que não entendi e me olhou. Aquilo me deixou com as pernas bambas. Aquele olhar doce, profundo. Coloquei as canecas no chão. Ele aproximou o rosto. Senti algo diferente, parecia uma adolescente embriagada... Minhas pernas bambearam de novo quando ele sussurrou:
- “Me beija”.
Beijei-o na boca, uns beijos quentes, molhados, cheios de amor, de insanidade... Passei a língua de leve nos lábios dele, mordi devagar sua boca e os beijos foram ficando mais intensos, aquilo caía como uma bomba em mim... Um turbilhão de sentimentos, de dúvidas, de desejos. Deu um frio na barriga.
Sentei no colo dele enquanto nos beijávamos. O cheiro dele me provocava, me deixava louca. Parecia um sonho sem forma. As suas mãos iam devagar passeando pelo meu corpo, passavam pelo pescoço, desciam pelas costas e me deixavam tonta.
Ele levantou devagar, percebeu meu olhar intenso que o despia. Passeou pelo meu corpo até ficar de joelhos no chão beijando minhas pernas. Deitou-se sobre mim e me beijou novamente, desta vez com mais vontade, tinha um beijo delicioso com sabor de licor de menta.
Suas mãos frias acariciavam meus seios, então ele afastou minha calcinha. Ele gemia baixinho e aumentava cada vez mais a velocidade dos movimentos, eu seguia seu ritmo e sentia meu corpo responder...

Perdi o fôlego, sentia vontade de morder, de beijar, de tocar, de chorar. Fechei os olhos enquanto ele beijava meu pescoço. Corri meus dedos pelo peito suado dele.
Existia uma química muito forte, algo inexplicável. Nossa respiração ficou ofegante, estávamos juntos, como se fossemos um, e sentíamos muito prazer nisso.

Então de repente me senti tão relaxada... Ele soltou o corpo em cima de mim e me abraçou forte. Eu deslizei as mãos pela sua nuca e respirei fundo.
Já não precisava de explicação nenhuma.
“O que vai acontecer agora?”, pensei.
...
...

Autora: Alice Sales
Foto: Mecuro B Cotto

Solidão


"Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
(Autor desconhecido)
**
Sorte sua amigo,eu ando escrevendo sobre como meu coração é bobo.
Eu entro em todos os onibus,meus créditos duram o mês todo,não me queimo fazendo comida.
Só não consigo olhar para mais nada quando ele está perto,
Perco o foco
Fico até tarde esperando pelo menos um beijo de boa noite
que não vem...
Falo sozinha.
...
Quem vai acreditar nisso?
Não é solidão é saudade
Não é paz é angustia
Não, não é amor.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Será que ainda dá tempo?



Eu esqueci.
Como isso aconteceu?
é...mas essas coisas eu faço.
Me desculpe,eu não posso...

Eu esqueci a cor dos teus olhos...
Isso dói demais
Porque?
Não era pra doer,nem era pra eu gostar.
Eu te avisei que eu não sabia fazer essas coisas
Tudo seria mais facil se eu não tivesse um coração,
e se voce não fosse tão encantador.
Mentia e matava por amor
hoje eu simplesmente espero.
Que angustia é essa?
Eles são negros ou castanhos?
Quando você me lembrou a realidade me senti muito mal....
apertou meu coração...
minha voz ficou embargada...
ainda bem que eu não precisava falar
e nem você podia me ver.
Ainda bem.

Eu sempre chego atrasada...onde está meu coelho com relógio?
"Estou apressado,estou apressado,oh meu Deus como estou apressado!"

Eu adoraria saber quantas milhas eu caí até agora. Eu devo estar chegando em algum lugar perto do centro da terra.
Calor.
Medo.
Para baixo, para baixo, para baixo.
Essa queda nunca chegará ao fim?
Tenho certeza que estas não são as palavras corretas.
Eu não posso explicar-me, receio que não sou eu mesma, vê?
Ciumes.
Inveja.

Eu não fui convidada mas
você me verá lá.
Estou tão confusa
O que você fez comigo?

Acho que são negros,mas no sol ficam castanhos.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É só parar de procurar




Já era madrugada quando pensei: " Será que chegou a hora de pagar meus pecados?"

Fechei os olhos... senti medo.
De novo não por favor...
Pensei também em tudo que já tinha sentindo,
e que era falso...sentia só por mim.

Eu não quero ser uma pessoa dura,traumatizada,com medo de dizer que estou apaixonada,que eu amo...mas é assim que estou ficando,desconfiada e dura.

Eu já não ligo mais
Não digo que estou com saudade
Nem escrevo cartas de amor...

Li um texto no qual o autor se questionava: "Ficarei eu vazio de amor? Chegará o dia em que eu não tenha nem um pouquinho de amor para oferecer?"
Também fiquei me perguntando isso porque eu tive muita vontade de dizer a alguém que ele me fez sorrir,que entre seus beijos, seus braços,sua pele eu havia me esquecido por um momento de tudo que afligia meu coração,que eu havia me perdido no seu rosto bonito. Que fiquei 7 minutos apaixonada por ele.

Mas eu não disse.
Nunca.
Tenho guardado tudo pra mim.

Uma amiga que disse algo horrível: "Eu quero ficar dura,não quero sentir mais nada."
Ela acha que chorar é fraqueza.

Eu não quero ficar assim.
Eu não sou assim.
Eu sou intensa,estou viva e não tenho medo.
Tenho 3 segundos.

Então pra provar pra mim mesma que eu não sou assim:
Quando você passou por mim sorri... Lógico que eu não te deixei me ver sorrindo.
Seu jeito me encantou.
As vezes homem,as vezes um menino...as vezes super homem.
Você me inspira, me faz rir.
Não senti o tempo passar.
Você me faz tão bem.
Sabe quando você sente que combina?

Pois é...
não importa.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Peixinho Dourado



"A memória de um peixinho dourado só dura 3 segundos. Então depois de uma volta pelo aquário tudo é novidade.
Cada vez que dois peixinhos se vêem é como se fosse a primeira vez.
Assim somos nós,humanos.
Cada nova paixão é como se fosse a primeira,uma reação química apaga a lembrança da ultima dor de amor e nós pensamos : "Nossa! Isso é maravilhoso,é novo,é diferente.""
Retirado do filme Todas as cores do amor.



Engraçado.

Os olhares se cruzam,ambos fingem que se olharam sem querer.
Desviam o olhar.

Parece uma espécie de alucinogéno agindo no corpo,tomando conta de tudo.
Você tem vontade de sorrir,mas não pode.
Vontade de olhar novamente,mas não pode.
Respira fundo,engole seco,nasce um sorrisinho no canto da boca.
"Sem querer" ele esbarra nela,que quase desmaia de alegria.

Concentre-se.
Não posso sorrir.
Não posso gritar.
Estou muito feliz e sei bem porque.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Por que a gente é assim?


Freud explica:
Tem gente que namora pra não ficar só.
Tem gente que aguenta muitos mals tratos e mesmo assim perdoa o tempo todo.
Tem gente que vive esperando.
E gente que não sabe esperar.
Tem gente que não ama quem deveria amar... Para amar quem não merece.

Eu queria inventar uma formula especial,um remédio com bula e tudo, e que podia ser uma injeção pra gostar de alguém ,outra pra esquecer e outra para só valorizar quem valoriza a gente... Mas coitada de mim que não sou cientista, nem tenho tanta amizade com Deus.
E o pior é que sou culpada de todos esses pecados, bati e levei.
Vivo numa luta incessante, ora amando, ora sendo amada, dias negando verdades incontestáveis, dias confessando.
Porque somos tão complicados?

A amiga ouviu atentamente, compartilhando certas experiências.
Para Lia, admitir que depois de tudo o que aconteceu ela ainda queria estar com ele era muito difícil, principalmente porque feria seu orgulho, a fazia se sentir idiota e parecer frágil demais. Acabou contando algumas mentiras, disse que eles nunca dariam certo mesmo, que a vida é assim. Se sentia vitima da situação.
-Porque?
-Porque o que?
-Porque você não o namoraria?
-Por causa de tudo que já aconteceu, o passado não pode ser apagado, ignorado ou esquecido. – Meia verdade que contava para si o tempo todo.
Era o que ela dizia, mas a verdade é que ela não ficaria com ele porque não se sentia segura, porque as feridas ainda doíam muito, porque não podia controlar ele como sempre fez na maioria de seus relacionamentos, ele era livre demais.
-Vocês já conversaram sobre tudo isso?
-Não. – Lia procurava uma saída, eram perguntas demais em pouco tempo.
-Eu não suportaria – continua a amiga - falaria tudo isso, procuraria saber o que ele sente. Você já parou pra pensar que ele pode estar tão magoado quanto você? Que enquanto você se coloca no lugar de vitima, ele também pode estar se sentindo tão excluído, tão jogado pra fora da sua vida, sendo tão vitima o quanto. Você imagina quantas vezes já o feriu, o fez sentir-se o ultimo?

Ela não sabia quase nada da historia, mas de repente muita coisa fazia sentido e Lia sentia um peso, aquelas palavras a fizeram olhá-lo sob outro ponto de vista, sentir compaixão, querer saber o que, afinal, o garoto de aço sentia.
Nunca falaria com ele.
E se ele não sentisse nada? Se simplesmente a visse como uma diversão, como seu passatempo, se fingisse que se importava? Ela não queria saber a verdade, o medo quase sempre vence.

O que é mais cruel no amor, é que ele nos faz ter medo de tentar, nos faz covardes, nos faz querer parcelar nossa dor, senti-la devagar, quando simplesmente poderíamos sentir tudo de uma vez, absorver e continuar.

Seu coração dizia: Acabe com tudo, esgote. Se você deixar qualquer vestígio ele vai crescer e vai doer mais, no amor nada pode ficar pela metade, nem inacabado. Pára de achar que se vocês se beijarem novamente vão ter que casar! Tente viver uma coisa de cada vez, um dia de cada vez, uma sensação, depois outra, aí de repente vai tudo estar encaminhado, resolvido.

Silencio.

Porque isso foi acontecer justo agora que ela já tinha se convencido de que ele era o pior homem do mundo?
O medo estava vencendo a guerra. De onde ela tiraria forças pra continuar essa historia inacabada, o que faria com sua vida programada? Se decidisse desenterrar aquela paixão corria o risco de perder muito mais do que já tinha perdido. Ele já tinha levado seu orgulho, sua dignidade, seu corpo e suas lagrimas varias vezes, e toda vez que ela estava se reerguendo fraquejava diante daquele menino bonito, tão complicado e encantador.
- Lia?
Elas acabaram o café.

Aqueles pensamentos já não a deixavam em paz.
Um dia.
Um mês.
Um ano.
Covardia.
Procurou em todas as bocas o gosto dos seus beijos, em todos os abraços sentir o seu perfume, nem mesmo podia arrancar seu coração.
Porque a gente é assim?
Ela continua dizendo que esqueceu ele a todos, menos a ela mesma. Já é um começo.

Alice Sales

Amar? eca,isso dói

Decreto nº 1304

“Meu coração não é de papel.. Não sou descartável.
E pra reciclar dá trabalho!
Porque precisa sempre se desfazer em pedaços? Cada vez mais miúdos.. cada vez mais difíceis de juntar...Ainda não me acostumei com essas pancadas.. esses vacilos... essas quebradas...
Cansado...
E eu.. tão intenso.. que me deixo indefeso...
E Dóoooiii...
Que porcaria he essa???
3, 2, 1...
Me aposentei....
Hoje entrei na comunidade: “Coração burro da porra!!”
A partir de agora... trancado... parafusado.. acorrentado..A chave nem sei onde foi parar.
“Eu decreto que a partir de hoje ninguém tem mais o direito de entrar nesse meu coração”. Autor: Tarcísio Rocha



O amor é uma droga mesmo,você acha que pode controlar aquela sensação pequenininha e de repente você esta feito um idiota morrendo de amores e escutando U2 no fim da noite.

Porém nada disso me desanima,eu ainda acredito no amor,e espero....
Espero por um amor que me faça parar de respirar, ficar boba, chorar de saudade, que me mate e me ressuscite todos os dias.
É isso.
Acabei arranjando um jeitinho de sofrer com dignidade. E de gostar desse momento.
Se meu coração é burro? Muito.
Mas eu até que gosto desse jeito,e prefiro mil vezes esse coração tolinho,do que um coração sem cicatrizes e sem emoções. Sendo assim digo exatamente o contrario do que meu amigo disse:
Esse coração aqui é malandro, e esta querendo um sentimento qualquer que balance ele,nem que seja uma dorzinha no fim da noite.

Ops! Só tem uma coisa: pelo sim,pelo não eu deixo a chave em casa,afinal, tá cheio de ladrão mal intencionado por aí.
Sem contar as vezes que eu perdi essa bendita chave e nunca me devolveram.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Meu maior inimigo



Quantas vezes você falou que eu não seria capaz? 
Que eu iria fracassar...ah...e quantas vezes eu deixei que você tivesse razão.

Quando eu permitia que tomasse conta de mim,que me amasse você estava pensando em mais uma maneira de me machucar,de me ter só pra si.

Voce é forte,decidido, eu devia saber que conseguiria deixar cicatrizes.
Meu maior erro: Te subestimei. 
Tentei prever seus passos,provei do teu veneno.

As marcas que ficaram são dignas de aplausos,são perfeitas,sangram sempre que estou só,tornam meus cabelos brancos,me condenam,me afligem,sou humilhada por elas,tornam mentiras verdades,me dão motivo pra parar.

Estou de joelhos,implorando que me deixe em paz porque eu preciso seguir.

Chega!

Insensivel,egoista,narcisista,sarcastico,ironico,inconsequente.

Um inimigo à minha altura,que me conhece acima de tudo,um vencedor que me tirou as rosas, perfumes e que é tão importante pra mim quanto eu pra ele,mas que não faz parte da vida que desejo.

Por amor ao meu passado negro,às lagrimas que molharam meu caderno e a minha dignidade declaro guerra,nesta noite,
ao meu maior inimigo: Eu.


Alice Sales
Imagem: Bruno Marafigo.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Por onde andei (Conto)


"Essa é uma historia de como pessoas se encontram e se perdem no decorrer da vida, de como se conhecem e se separam. Porém, mesmo com vidas diferentes ainda permanecem de algum jeito, de alguma forma, na vida da outra pessoa. Eu vejo muito isso na nossa historia."

Miguel rabisca o caderno velho com essas palavras. Olha o céu da varanda do seu apartamento.
“Bom, uma garota chega a uma cidade pequena por forças maiores do destino. Começamos por aí.
“Eu ia entrando na sala de aula e me deparei com aquela garotinha de preto, cabelos castanhos, com cara de malvada. A principio fiquei curioso, mas tentei mostrar certo desinteresse, pois parecia que todo mundo estava olhando e se perguntando quem era ela?
Sentei distante ou pelo menos tentei. Me mordi de curiosidade, mas resisti em puxar assunto quando surgiu oportunidade.
Pensei: “O que eu poderia perguntar a ela?” Nada... Essa era a resposta.
Eu a achava interessante porque ela gostava de rock e era difícil achar garotas assim. Também por causa do seu jeito distante, meio de mal com a vida, ela inspira mistério. Por onde começaria o nosso contato? Pelas meninas da sala ou através do Frank?
Bom, pra variar meninas falam com meninas, então sorte minha!
Não ia ter que forçar a barra com nenhum “mané” pra poder saber sobre ela... Eu poderia simplesmente falar com as gurias da sala.
Finalmente conheço a tal, ela se chama Júlia.
A primeira impressão que tive era a de que ela era durona. Ela adora Guns n’ Roses. Nessa época eu escutava Gun´s quase todo dia.
Bom, então vamos passar para a parte mais clara em minha mente. A tal se sentia atraída por um rapaz chamado Frank, garoto estilo desportista, alto(pelo menos mais alto que eu), rude, era uma boa pessoa.
Ele me perguntava: “e essa novata, hein cara, bonita não é”?
Eu dizia é... É bonitinha. Eles começaram a se entender.
A essa altura eu conversava vagamente sobre algumas coisas com a Júlia, sobre música principalmente. Ela gostava de esoterismo, que era também um dos assuntos principais entre as meninas. Eu não tinha muita noção sobre o que elas falavam, pois meu mundo era focado em algo distante daquilo, no qual eu não precisaria de mágicas pra realizar, como manobras de skate.“

“Ai, flashback essa hora é difícil.” – Ele pensou enquanto tentava enxergar as horas no relógio.



***Parte 2***
São três horas da manhã. Júlia datilografa em sua maquina. Acende um cigarro de menta, passa a língua nos lábios ressecados pelo frio.
“Acho que devia parar de fumar e trocar essa maquina por um computador.”
Escreve.
“Bom, eu cheguei naquela cidade pequena por forças maiores do destino.
Quando o piloto avisa que chegamos a Brasília eu apertei o cinto e olhei pela janelinha. Muitas luzes! A cidade, em grande parte, é dividida em quadradinhos. Achei que seria legal morar ali.
Eu não sei bem do que estava fugindo naquela época, mas lembro que uma semana antes eu acordei e disse: “Estou indo embora”. Arrumei as malas, me despedi dos amigos com a promessa de nunca voltar, recebi cartas, descobri que muita gente gostava de mim.
Cidade fria. Gente estranha com jeito esquisito,como dizia Renato Russo. Deixo para trás uma tartaruga, minha avó e uma paixão de adolescente. Eu sempre achava divertido ter a oportunidade de começar de novo. Ou de fugir. Tudo do zero, eu tinha uma folhinha em branco pronta pra ser escrita.
Trabalhava na loja da minha mãe e estudava a tarde. Odiava a escola porque eu era a “branquela” da turma e porque todos me olhavam de um jeito curioso, me sentia um bicho no zoológico. As pessoas me faziam perguntam idiotas também.
Passo a me sentar ao lado de uma menina loirinha, gentil, ela tentava ser agradável o tempo todo, dizia que gostava de country, que eu era legal. Ela também era legal. Chamava-se Fabiana. Ela passava na loja da minha mãe pra me acompanhar até a (droga) de escola todo dia. Dizia que tinha um garoto na sala querendo me conhecer, que eu devia dar uma chance porque todas as meninas gostariam de ficar com ele, era a sensação nas conversas das mocinhas; moreno alto, bonito e sensual. Eu também estou mais próxima de umas garotas, elas têm cara de malvadas, estilo punk rock, curtem o mesmo que eu e posso dividir minhas crenças esotéricas, meu rock, e meu jeito desengonçado de tocar violão.
Não falávamos de garotos, eu cheguei a pensar que elas eram lésbicas. Um dia uma delas me falou: “garotos são descartáveis, eu não preciso deles, vou aos shows, vejo a banda e não quero ficar com ninguém.” A outra tinha um filho.
Também tinha uns meninos legais, que parecia mais garotos carentes que roqueiros (como eles se intitulavam), as meninas eram mais “punk” que eles.
Acontece que um belo dia o “mister universo” veio falar comigo. Tudo bem, ele era bonito mesmo, engraçado, tinha um papo legal, mas parecia um moleque bobo, aquele tipo de rostinho bonito e beijo gostoso. Eu já sabia que ele tinha uma namorada na escola e não perdi a oportunidade de lembrá-lo disso, ele falou que estavam “dando um tempo”. Se estavam ou não, desde aquela tarde, toda vez que a menina passava por mim ela tinha um apelido novo pra gritar comigo, aquela tarde foi o dia da “vaca!”.

“É... engraçado mesmo...ah...vida real...” – Pensou enquanto acendia outro cigarro.

“A cada dia ficava mais próxima do melhor amigo do Frank, o Miguel. Ele era um tipinho diferente, carinha de bom moço, jeito de menino triste, metido a roqueiro, skatista e todo dia contava que caiu,arranhou. Ele era legal. A gente conversava muito, perguntava sobre o Frank, ele desconversava.
Sentia que ele não entendia muita coisa. Tinha também o Josué, ele era um amor de pessoa, um tipo enorme, parecia um urso. Eu sentia muito carinho por ele também, por isso sempre dava um abraço apertado, ele sorria.
Agora eu tinha amigos.
Um dia o Miguel me chamou e disse que o Frank ia terminar comigo na hora no intervalo, porque ele estava afim de uma menina do judô. Aquilo foi chocante,me fiz de forte, eu também não entendia porque ele foi me avisar. Será que ele quer que eu me prepare psicologicamente, ou queria dizer pro amiguinho a minha reação?
Dito e feito. Na hora do intervalo o Frank chegou pra mim e pediu um tempo. Tempo pra que?Pra não ter que escolher?Claro que senti aquela raiva irracional do tipo "Estou sendo trocada".
Não, eu não queria um relacionamento serio, mas era legal ficar com ele.
Senti muito, mas não podia dar tempo algum ao Frank. Ele se explicou dizendo que havia certas coisas que eu não podia dar a ele, que ele queria se divertir mais. Eu sabia bem o que ele queria, e eu não ia dar mesmo. Tudo bem. Chorei no banheiro e voltei com um sorriso,mas no fundo dos meu olhos estava clara a minha decepção.
Naquele dia o Miguel veio me perguntar como foi a conversa. Todos estavam muito penalizados com a minha situação.
– “Calma, não morri porque fui trocada, só estou triste.”

Agora o Miguel e eu estávamos próximos de verdade. É divertido estar com ele, trocar ideias, abraçar, perguntar besteiras. A gente fazia uma porção de coisas. Dividíamos o sonho de ter uma banda de rock, de tocar, simplesmente. Nosso assunto principal é musica. Adoro desenhar na perna dele.”

***Parte 3***
Miguel levanta e estica o corpo, bebe água e se pergunta por que está escrevendo aquelas coisas.

“Bom, me sentia o tal quando ela fazia desenhos com caneta na minha perna, achava engraçado.
Enfim, o que tinha que acontecer aconteceu: ela e o Frank se entenderam. Ficavam juntos e curtiam. Ate que o que parecia durável foi acabando. Ele começou a cair fora depois de ter se divertido um pouco. Então fiquei em dúvida: ajudar a garota legal ou dar força para o amigo? Que situação. Tentei fazer os dois, mas nem sempre deu certo. O Frank dizia que não estava a fim de nada serio, pelo menos não naquele momento, estava apenas a fim de se divertir.
Bom, a garotinha ficou triste.
Conforme o tempo passava a gente ficava mais próximo. Ela falava sobre ele, eu escutava. Aos poucos revelava o quanto aquela jeito de malvada não era nada além de uma espécie de disfarce, afugentando assim os curiosos de plantão. Cada vez que a gente conversava eu sabia mais dela e queria saber mais ainda. Eu comecei a ficar bobo, sem saber o que dizer, achava que não podia acontecer comigo porque ela gostava do meu amigo e não de mim e não sou o tipo dela. Aquele impasse foi me encurralando, a cada dia ficava cada vez mais bobo e ela continuava gostando do Frank.
Acontece que em um dia chuvoso perto da escola, depois de alguns horários sem aula, eu fui com ela ate um centro comercial que ficava perto da escola. Chovia muito. Conversávamos, estávamos do lado de fora vendo a chuva cair há bastante tempo.
E aconteceu algo inesperado: ela me beijou... Fiquei meio sem ação... Travei.
Ela disse: “relaxa”;
Relaxa??? Eu não sabia se beijava a criatura porque, ate aquele dia, ainda não tinha beijado uma garota da qual eu realmente gostasse. Fiquei feliz.
Imagina a situação: As pessoas das quais você já chegou a gostar nunca ficaram com você, aí um belo dia uma dessas resolve te beijar. Ainda me veio na cabeça: “poxa, mas porque ela ta me beijando? Ela gosta do Frank.” Por isso eu travei feio daquele jeito. Ainda tenho que lembrar que aquilo foi inusitado demais pra mim. Não entrava na minha cabeça como foi acontecer. Isso fez uma confusão na minha vida, pensava no futuro. Nossa amizade continuou normal, sem problemas ou compromisso.
Eis que um dia ela disse iria embora. Foi o Josué que me chamou na sala dizendo que ela queria falar comigo. Ela tentou me explicar o porquê da sua partida, e simplesmente não entrava na minha cabeça. Ela me pediu o ultimo beijo, meio p**** da vida resisti... Resisti também porque não queria ser visto com ela, afinal, o Frank era meu amigo. Mas... acabei cedendo e ela acabou me beijando.
Ela se foi.
Resolvi ir até a casa dela. Conversamos muito do lado de fora, depois entramos. Sentamos em frente a uma churrasqueira. Vimos a noite cair. Eu disse que tinha que ir. A gente se beijou, estávamos juntos pela ultima vez. Era beijo e choro, toda aquela melancolia. Quando a primeira estrela apareceu no céu ela disse que sempre que eu olhasse pro céu lembrasse que aquela era a sua estrela, me falou da musica "teatro dos vampiros" que ela tanto adorava. Depois de toda aquela emoção fui embora e cada passo que eu dava me sentia mais longe, andava e chorava; ainda bem era noite e ninguém viu, exceto minha mãe que quando cheguei em casa me olhou e disse: “estava chorando?” Disfarcei. Escrevi uma carta que nunca mandei.
Eu não parava de escutar a tal musica, ate que certo dia eu parei.
Minha vida precisava voltar ao normal, não queria continuar naquela.
Um dia, depois de algum tempo, ela me ligou, conversamos, ela chorava de um lado e eu do outro. Eu escutei uma musica logo depois que ela desligou, passou na MTV, se chama “walking after you” do “Foo Fighters” uma versão acustica e não tem santo que me tire da cabeça ate hoje que essa é a nossa musica.”

***Parte 4***Ela cochila em cima da mesinha, acorda de um salto, o cigarro queimou a sua perna. Pensa: “realmente devo parar de fumar, ainda mais depois da ultima crise alérgica que tive.”.
A propósito, ela é alérgica a cigarro.
Fuma pra fingir ser uma charmosa artista de cinema e porque o gosto de menta no cigarro é ótimo, aliais cigarro com gosto nessa cidade é cigarro de mané. Ela não se importa em ser mané por algum tempo. Volta a escrever.

“Esse tempo todo junto fez a gente descobrir muitas afinidades e me fez ficar confusa. Uma amiga perguntou qual palavra seria melhor pra definir o Miguel, respondo que a palavra era hesitação; ele hesitava em falar e em agir. Ela perguntou: “Será que você ainda gosta do Frank mesmo”?” respondi que sim. Ela retrucou: “você quer ficar com o Miguel, esta confundindo tudo. Mas você não pode fazer isso, porque ele é o melhor amigo do Frank, se você ficar com ele não vou poder te ajudar, você vai estragar nosso circulo de amizades.”.
Quem ela era pra dizer o que eu podia fazer?Mas ela não tinha razão, eu não gosto do Miguel dessa maneira, ele é legal, só isso. Ele não faz meu tipo, é um garotinho sem graça. Alem disso, o que me faz pensar que ele iria querer me beijar?Que pensamentos idiotas.
Eu refletia sobre esse assunto enquanto saia da loja e ia pra escola. Cheguei à escola e o vejo com alguns amigos na entrada, disse oi, ele veio falar comigo. Por culpa daquela amiga maldita eu ficava pensando um monte de bobagens. Ele falava,mas eu não entendia o que ele dizia,estava meio longe; ia medindo ele e pensando: “ele é um gatinho...”
Falei com a Fabiana (a amiga country), ela disse que talvez eu devesse beijar ele pra testar. Ok.
Aconteceu que em um dia chuvoso, tínhamos um tempo depois da aula. Fomos pro alternativo shopping e sentamos do lado de fora, ficamos jogando conversa fora um tempão. Já estava pertinho de me despedir, era quase hora de fechar a loja e ir embora com minha mãe. Lembrei do que a Fabiana disse, quis sentir o gosto do beijo dele.
Beijei.
Como eu esperava o “homem hesitação” ficou em pânico. Me passou pela cabeça o que aquela amiga maldita havia dito: “você vai estragar tudo”. Ela tinha razão, eu devia tê-la ouvido. O garoto tinha o melhor beijo do mundo,daqueles que te faz esquecer onde está, molhado, carinhoso. Mas eu fiquei profundamente arrependida porque ele não queria ficar comigo, ele devia esta me achando uma idiota, me beijou por pena.
Minha mãe perguntou o que eu tinha. Nada, era a resposta. Não tinha nada, literalmente.

Pouco tempo passou, fingimos que nada havia acontecido. Acho que eu não estraguei a amizade. Ele não sente nada, por isso finge que nada aconteceu. Eu me sentia atraída por ele, desde aquele beijo eu não lembrava do Frank.
O beijo,era tudo o que eu tinha,aquela sensação boa,o barulho da chuva e o pânico do garoto. E isso não foi bom, porque agora eu queria ficar com um menino que nem mesmo olhava pra mim do jeito que eu queria. Acho que ele se sentia usado.
Daí veio o fim de semana. Pensei muito no assunto, havia discutido com minha mãe e estava triste. Acordei domingo e disse: “Estou indo embora.”. Comprei a passagem, cansada de tudo aquilo. Fui à escola, falei com minhas amigas. No outro dia eu voltei lá e ganhei cartas, abraços e beijos dos meus amigos. Descobri novamente que muita gente gostava de mim.
Consegui falar com o Miguel, não lembro o que eu disse. Mas lembro que pedi um beijo. Ele não queria me dar. Pensei: “até quando vou ter que me humilhar pra beijar esse menino”. Insisti, ele mais uma vez me mostrou seus sentimentos, ele me queria como amiga e ponto. Mas me beijou.
Coloquei meus amigos e minha breve historia em Brasília na mala. E fui dormir um pouco. Minha mãe me acordou e disse que tinha um amigo querendo falar comigo. Fiquei surpresa.
Sorri.
Conversamos bastante. Foi ótimo, me senti bem por que ele tinha se dado o trabalho de ir me ver. Vimos a noite cair. A gente se beijou pela ultima vez, era o mesmo beijo, mas tinha um gosto salgado dessa vez. Não queria que ele fosse embora. Mas ele teve que ir. Fui tomar um banho, me sentia triste enquanto a água quente caía, e chorava baixinho.
Lamentável o modo como as coisas acontecem na vida da gente. Um dia a gente se apaixona e de repente esta se despedindo daquela criatura pensando que nem deu tempo de andar de mãos dadas. Será que tudo iria ser diferente se ele tivesse ficado comigo pra valer,será que eu não teria ido embora?
Depois de um tempo resolvi ligar pra ele, foi bom ouvir sua voz novamente. Depois recebi uma carta, que não lembro se respondi.
E nunca mais soube dele.
Passaram-se muitos anos e recebi uma carta em que fiquei sabendo que ele estava namorando com uma de minhas amigas. Meu orgulho ficou ferido,devo admitir....na verdade eu a teria matado naquele dia,as pessoas são um lixo,eu fiquei com o melhor amigo do Frank e depois Miguel ficou com minha melhor amiga de Brasília.
A garota promiscua inconsequente e impulsiva lembrava com carinho do passado.


***Parte 5***
Júlia releu aquelas palavras e pensou no porque escrevia aquilo. Era um sentimento meio estranho,de culpa,de medo,de loucura. Ela não era mais aquela garotinha boba que ela havia conhecido,havia se tornado uma mulher cheia de convicções e atitudes. Mas ainda havia muito da promiscua inconseqüente e impulsiva que hora pensava em beija-lo novamente,hora odiava-o muito e ora queria transar com ele pra ver se era amizade mesmo, um assunto inacabado, não havia como definir.
A distancia não ajudava. E como sempre queremos o que não podemos ter, era inevitável querer estar de novo com ele naquela amizade colorida.
Júlia se apoiou na sacada e acabou seu cigarro,pensando que seria o ultimo.

*** Parte 6***E como esse não é um conto de fadas – escrevia Miguel – ninguém sabe o final. Ninguém sabe nem mesmo se foi real,se irão se reencontrar um dia e ficar juntos novamente ou se simplesmente um foi figurinha repetida no álbum da vida do outro. Apesar disso a conclusão é bastante simples: muita coisa pode acontecer.

Aos poucos aquelas coisas iam tomando rumo,tendo um sentido qualquer,quem sabe porque eles agora sabiam bem o que queriam,do eram capazes e sabiam que iriam até as ultimas conseqüências com tudo que começavam.
Naquela noite eles admitiram seus maiores defeitos,se arrependeram e fizeram promessas tolas.
Viver intensamente,nada de coisas insignificantes.

Texto: Alice Sales e Guilherme Santana
Fotos: Guilherme Santana

P.S.: Obrigada Miguel porque você é digno de todo meu sentimento,esse texto é pra você em homenagem a nossa amizade cheia de cor.